Cachaça Artesanal de Januária Minas Gerais


Cachaça de Januária. Marcas atuais

Marca / Fabricante

Januária Franciscana / Lopes Carneiro & Filhos Ltda

Princesa Januária / Coop. dos Prod. de Cana-de-açúcar e Derivados Ltda

Januária / Expresso de Bebidas e Alimentos Ltda

Amburana / Expresso de Bebidas e Alimentos Ltda

Januária Única / Com. e Ind. De Cachaça Januária Única – ME

Claudionor / Casa Claudionor Carneiro Ltda

Januária Centenária / Valter Lobo Lisboa

Lisboa / Valter lobo Lisboa

Caribé / Indústria e Comércio Caribé Ltda

Insinuante / Marcelo Ricaldoni Alves – ME

Velha Januária / Marcelo Ricaldoni Alves – ME



Escrito por Aleksandro Alencar às 22h31
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Marcas históricas de cachaça de Januária MG

 

Marca / Criador

A Barranqueira / Comércio Indústria e Engarrafamento Pimenta Ltda.

A Januária / Jatobá & Rocha

A Velha Ferreira / Velha Ferreira Comércio e Indústria Ltda.

Aquino / Elvino Aquino

Brejo do Amparo / Rozendo de Moura

Caribé / Comércio e Industria Caribé S.A.

Cascata / Josephino Carneiro Saraiva

Claudionor / Claudionor Carneiro

Dominante / Dominante Comércio e Indústria de Bebidas Ltda.

Ferreira / Sebastião Ferreira Lima

Insinuante / Itabayana Agro-pastoril Ltda.

Itapiraçaba / Comércio e Indústria Carneiro Ltda.

Januária / Áureo Ferreira

Januária / Claudionor Carneiro (1928)

Januária Crystal / Abílio Magalhães (1926)

Januária Especial / José Leite Ribeiro

Januária Itapiraçaba / João Rodrigues d` Aquino

Januária Única / José Lino & Irmão

Januarina / João Martins S. Calangro

Livinha / José de Oliveira Carneiro

Nova Aquino / Comercial Elvino Aquino Ltda.

Nova Caribé / Comércio e Indústria Caribé S.A.

Nova Estrela / Ana Rosa Luz Pambu

Porto de Januária / Ribeiro & Irmão

Pura Januarense / João Rodrigues d´ Aquino

Reino / Irmãos Rodrigues Aquino

Torpedo / José de Oliveira Carneiro



Escrito por Aleksandro Alencar às 22h26
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A cachaça de Januária. Uma história de altos e baixos

Em 2001 a revista Globo Rural descreveu que as águas do São Francisco, assim como a aguardente de cana, proporcionaram fama e fortuna à Januária. A cidade foi um importante entreposto comercial em uma época que o rio permitia a navegação de grandes barcos a vapor. A aguardente de Januária passou a abastecer todo o país, sendo apreciada e elogiada pelos maiores conhecedores, tornando-se cidade sinônimo de cachaça.

O mesmo artigo menciona que no século XVII os primeiros colonizadores implantaram no Brejo a sua principal cultura: os canaviais. O solo com sua umidade natural e grande quantidade de fertilizantes carregados das formações rochosas que circundam o baixo povoado, permitem que a cana se desenvolva com vigor e confere um sabor característico à cachaça de Januária. Segundo os produtores, o tipo de fermentação do caldo da cana na região é diferenciado, devido ao ar de Brejo do Amparo, que têm características especiais.

Até meados da década de 20, os donos de alambiques, por não disporem de recurso financeiro para engarrafar a cachaça, vendiam-na para os barqueiros que ancoravam às margens do Rio São Francisco. Somente após 1924, a alta rentabilidade despertou o interesse pela criação de empresas engarrafadoras e o surgimento das marcas como: Claudionor, Caribé, Januária Centenária, Aquino, Januária Única, entre outras.

A cachaça de Januária usufruiu um altoconceito pelos apreciadores em todo o país até metade da década de 60. Nessa época, o lucro tentador estimulou a ganância de comerciantes, o que derrubou a boa estrutura do reinado de Januária. As versões para tal acontecimento também se distinguem quanto aos responsáveis. Alguns relatam que as falsificações estimuladas pelo sucesso econômico produziram bebidas de terceira categoria e, por conseqüência, destruíram a imagem positiva da legítima cachaça. Outros responsabilizam as próprias engarrafadoras, as quais teriam suprido a grande demanda, adquirindo cachaça industrializada de outros estados para realizar uma mistura com o produto local. Essa adulteração teria custado a credibilidade da cachaça de Januária e causado o fechamento de engarrafadoras, assim como, de centenários alambiques em Brejo do Amparo.

Com o objetivo de resgatar o antigo conceito de sua cachaça, em 1999 cerca de 30 produtores do distrito de Brejo do Amparo em Januária, uniram-se para criar a Cooperativa dos Produtores de Cana-de-Açúcar e Derivados Ltda que produz atualmente a marca Princesa Januária, afirma o artigo da revista Globo Rural. O projeto elaborado pelos produtores em conjunto com a EMATER local, financiou R$ 430.000,00 (Quatrocentos e trinta mil reais) e montou um alambique com capacidade para produzir 150 mil litros por ano. Os produtores creditaram ao projeto a esperança de reaver o seu espaço nas adegas dos apreciadores mais exigentes do país.

O primeiro engarrafador de aguardente em Januária, segundo informações locais, foi o Sr. Abílio Magalhães em 1926 com a marca “Januária Crystal”. Em 1928 o Sr. Claudionor Carneiro lançou a marca “Januária”, que posteriormente teria seu nome alterado para “Claudionor”. Outras marcas surgiram na cidade, muitas das quais já não existem mais.



Escrito por Aleksandro Alencar às 21h43
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Januária. 150 anos

Brejo do Salgado, hoje um distrito de Januária com o nome Brejo do Amparo, foi fundando pelo bandeirante Manuel Pires, que procurava desenvolver na região a agricultura e a pecuária. As características calcárias da região rodeada por serras e com riachos cristalinos, cujas águas têm gosto de sal, mostraram-se propícias para a produção de cana-de-açúcar. Instalou-se, assim, o primeiro engenho em Brejo do Salgado. Toda a produção, no entanto, além de atender às necessidades da comunidade, precisava ser escoada para o intercâmbio comercial e o desenvolvimento pretendido pelo bandeirante Manuel Pires. O Rio São Francisco seria a “estrada” que possibilitaria o comércio da produção do Brejo. Mas, a distância do povoado das margens do rio, fez necessária a criação do Porto do Salgado.

Com o grande intercâmbio comercial, conforme a Câmara Municipal de Januária (2006), o Porto se desenvolve e, em 1833 o Brejo do Salgado deixa de ser sede e passa à Vila. Por sua vez, Porto do Salgado, com o nome de Januária, assume o posto que antes pertencia ao povoado. Em outubro de 1860, Januária foi elevada à categoria de cidade. A origem do nome ainda gera discussões na cidade. São três as versões mais citadas pela Câmara Municipal de Januária, (2006):

I – O nome Januária é uma homenagem à princesa irmã de D. Pedro II e herdeira da coroa.

II – É uma homenagem ao sertanista atuante na região, Januário Cardoso.

III – Teria uma velha escrava, fugindo corajosamente do cativeiro, se estabelecido às margens do São Francisco e fundado o primeiro comércio entre barranqueiros em Porto do Salgado.

Atualmente, além da cana-de-açúcar, destaca-se em Januária o cultivo do  milho, feijão, mandioca e o sorgo que alimenta o gado, os suínos e as aves; mas, a cachaça é o produto mais tradicional e um dos mais importantes do município.

 



Escrito por Aleksandro Alencar às 21h20
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A origem da cachaça

Os primeiros relatos sobre a fermentação do caldo da cana tiveram origem no Egito antigo. Diz-se que várias moléstias eram curadas por meio da inalação do caldo aromatizado e fermentado. Os chineses, no entanto, foram os primeiros a destilar a bebida. Porém, o registro do processo de obtenção da ácqua-ardens, água ardente (Al kuhu), foi realizado pelos gregos entre 23 e 79 dc.

A aguardente acompanhando a expansão do Império Romano tornou-se uma bebida tradicional em diversos paises. Na Itália, destilou-se a uva para criar a “grappa”. Os alemães por sua vez, desenvolveram o “kirsch” a partir da cereja. Enquanto que a Escócia, por meio da destilagem da cevada maltada, fez o “Whisky”. Os russos destilaram o cereal para produzir a “Vodca” e os japoneses processaram o arroz para criar o “Sakê”.

Atualmente a cachaça tem marcas internacionalmente conhecidas e está presente nas melhores adegas comerciais e residenciais em todo o Brasil.

As águas do São Francisco, assim como a aguardente-de-cana, proporcionaram fama e fortuna a Januária. A cidade foi um importante entreposto comercial em uma época que o rio permitia a navegação de grandes barcos a vapor. A aguardente de Januária passou a abastecer todo o país, sendo apreciada e elogiada pelos maiores conhecedores, tornando-se a cidade, sinônimo de cachaça.

Localizada no norte de Minas Gerais a 613 km de Belo Horizonte, Januária está à margem esquerda do Rio São Francisco, possui 7.299 km² de área e 63.505 habitantes. Januária faz divisa com outros seis municípios do estado mineiro e com o estado da Bahia.

 



Escrito por Aleksandro Alencar às 18h14
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